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Veículos de Inovação Corporativa

Já se sabe que inovação é a melhor estratégia de diferenciação e aumento de competitividade. Empresas em diversas partes do mundo entendem isso, e olham com admiração (ou receio) o crescente movimento das startups, que muitas vezes causam disrupção em mercados consolidados quebrando gigantes dinossauros (olá Netflix, adeus Blockbuster).

As maneiras pelas quais as empresas estão inovando variam muito: open innovation, intraempreendedorismo, corporate venture capital, parceria com startups, aceleração corporativa, programas de desenvolvimento de habilidades nos colaboradores, departamento de P&D, laboratórios de inovação, M&A e muito mais.

Entretanto, diante de tantos veículos de estratégia de inovação por vezes é muito complexo para as empresas saberem qual iniciativa adotar. Quais critérios utilizar para escolher a iniciativa mais adequada para as necessidades da empresa, além de, é claro, como executar com qualidade o veículo adotado. É com o intuito de começar a ensaiar a clarificação dessas estratégias que estou escrevendo esse breve – mas elucidativo – post.

 

 

Lembrando que a ideia aqui não é delimitar uma lei, pois esses veículos podem ser formatados de maneiras diferentes, bem como a realidade das empresas pode ser impactada de forma diferente. Mesmo assim, geralmente os esquemas visuais a seguir podem ajudar as empresas a entenderem melhor cada veículo para se aprofundar posteriormente.

Se formos cruzar velocidade do impacto financeiro e a velocidade para se obter resultados significativos, teremos um gráfico mais ou menos assim:

 

 

O que isso quer dizer? Que, normalmente, a estratégia de inovação que resulta em um maior e mais rápido impacto financeiro é o M&A, sigla em inglês para Mergers and Acquisitions, traduzindo para o português: fusões e aquisições. A partir dessa estratégia, as empresas mais estabelecidas podem comprar empresas menores ou se fundirem com empresas de porte similar para aumentar sua competitividade.

 

O Corporate Venture Capital nada mais é do que o investimento de corporações em startups em troca de participação minoritária no negócio. Essa estratégia pode resultar em uma aquisição futura dependendo dos objetivos das duas empresas.

Entretanto, empresas que adotam esse tipo de estratégia geralmente já possuem certo nível de maturidade em relação à cultura de inovação. Portanto, no próximo gráfico busco representar o cruzamento entre impacto cultural e tempo de retorno para se obter resultados significativos:

 

 

Pela representação acima, pode-se identificar que programas de capacitação dos colaboradores e programas de intraempreendedorismo são excelentes ferramentas para mudar o mindset da empresa, e se tornar mais bem preparada para encarar desafios estratégicos maiores relacionados à inovação.

Isso não quer dizer que a empresa não possa desenvolver seu laboratório de inovação sem antes promover programas de intraempreendedorismo ou capacitações. Até porque, essas duas iniciativas, como visto no gráfico anterior são algumas das que menos causam impacto financeiro.

Bom, depois dessa simples (e elucidativa?) representação, é hora de você pensar na sua estratégia de inovação dada as especificidades da sua empresa. E se precisar de ajuda, estamos aqui!

By | 2019-03-21T11:10:14+00:00 março 21st, 2019|Blog, Parceiro|0 Comentários

Sobre o Autor:

Administrador pela EA/UFRGS, estudou management na Lund University, na Suécia. Especialista em negócios inovadores e startups, é sócio e Head de Corporate Innovation na Semente Negócios, na qual coordena projetos de inovação em corporações. Presidiu a comissão da Federação de Empresas Juniores do RS e trabalhou na CAPC Consultoria. Foi gestor comercial de inside sales na Startup SocialCondo.
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