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Tenha coragem de apresentar sua ideia de negócio

É comum que pessoas com novas ideias de negócio simplesmente saíam desenvolvendo ou abrindo uma empresa sem nem mesmo testar ou validar se a solução proposta realmente faz sentido para o público-alvo. Psicólogo e autor da obra Originais, Adam Grant explica que ao desenvolver uma ideia, as pessoas geralmente estão longe do real desejo do público-alvo, pois tendem a se deixar tomar pela excitação dos próprios gostos e credos, bem como do que Grant chama de momento “eureka” que têm a brilhante (por enquanto somente para elas) ideia.

Por isso, ambientes abertos de colaboração podem ser excelentes oportunidades para testar a ideia, avaliar a resposta do público e coletar insights para desenvolver uma solução que seja desejável e que tenha real impacto para o usuário/cliente. Eventos são iniciativas que podem apoiar esse processo de colaboração.

Fabio Flaksberg realizou uma pesquisa sobre o impacto de eventos de networking para o sucesso de startups com 51 CEOs (do inglês Chief Executive Officer ou Diretor Executivo em português) e fundadores de São Paulo/SP. Vale apresentar dois importantes dados que a amostra de Flaksberg evidenciou:

  • 65% dos empreendedores acreditam que ter participado desse tipo de evento foi extremamente importante para fase inicial dos seus negócios;
  • Mais de 60% dos respondentes da pesquisa acreditam que eventos de networking são claramente um gatilho de sucesso para startups.

A partir desses dados, nota-se que há uma indicação de relação entre eventos de networking e sua importância em negócios inovadores iniciantes. E um tipo específico de evento vem sendo disseminado, principalmente no mercado de startups, são os chamados eventos de pitch, nos quais empreendedores apresentam suas ideias de negócio em apenas alguns minutos.

 

A coragem de apresentar uma ideia

 

Porém, diversos desses empreendedores em estágio inicial de uma ideia de negócio passam pela fase do medo de apresentá-lo, mesmo que ainda esteja em ideação e validação do problema/solução. Contudo, esses deveriam ser os principais momentos de interação com o mercado para testar e criar soluções relevantes para o cliente ou usuário. No contexto das startups, Eric Ries, autor da obra A Startup Enxuta, afirma que essas têm como atividade fundamental transformar ideias em produtos, medir como os clientes reagem e, então, aprender se é o caso de pivotar ou perseverar. Ou seja, é preciso testar, levar para o mercado a ideia antes mesmo de desenvolver algo.

Muitos desses medos são relacionados ao receio do julgamento de quem está ouvindo, de que a ideia seja irrelevante ou sem pé nem cabeça, de errar e receber feedbacks negativos. Além disso, ainda existem aqueles que querem esconder suas ideias a sete chaves para que ninguém as “roube”. Tudo isso pode prejudicar processos de inovação e geração de negócios com real impacto no mercado.

Grant identificou nos seus estudos que os “originais”, assim como todos nós, também têm suas dúvidas e medos. Caracterizados pelo autor como pessoas com hábitos singulares, os “originais” não só tem ideias, como agem de maneira diferente para que essas ideias virem negócios e mudem o mundo. Você pode entender mais sobre os hábitos dos “originais” neste blog post.

 

Compartilhando ideias para gerar inovação

 

E é no compartilhamento de ideias com pessoas de valores e culturas diferentes que podemos criar oportunidades e tensões para gerar grandes inovações. Por isso nasceu o Dazideia Meetup em 2016, para apoiar pessoas em fase inicial de negócio a apresentarem em formato de pitch (curto e conciso) suas ideias e receberem feedback dos participantes, além de fomentar o networking entre os participantes.

Os pitchers têm 3 minutos para encantar o público com seu negócio e 5 minutos para responder dúvidas de um público multidisciplinar, os chamados entusiastas, que fazem perguntas, sugerem novos caminhos e até mesmo se inspiram nos eventos para, quem sabe, empreender futuramente novas ideias.

O exercício de fazer o pitch de uma ideia de negócio faz com que o próprio pitcher acabe adotando uma mentalidade criativa, menos propenso a criticar negativamente ideias alheias e julgando de maneira diferente a ideia dos demais participantes, conforme afirma Grant. Ou seja, há um natural incentivo para que pessoas mudem a forma como julgam ideias e se tornem mais colaborativas.

 

Agora que você já entendeu a importância de participar de eventos de pitch tanto para apresentar uma ideia que esteja tirando do papel quanto para apoiar aqueles que estão nessa fase inicial do negócio, que tal participar do Dazideia Meetup mais próximo? Acompanhe nossa agenda de eventos aqui. E se estiver em dúvida sobre como preparar o pitch da sua ideia, temos esse blog post e esse vídeo do nosso canal para ajudar.

By | 2019-07-30T15:19:24+00:00 julho 29th, 2019|Blog, Catalyst|0 Comentários

Sobre o Autor:

Empreendedora, especialista em gestão de processos e pessoas, com certificação em design thinking. Apaixonada por inovação, tem atuação em desenvolvimento de projetos inovadores, marketing, inteligência de mercado e gestão de verticais de negócios de base tecnológica. Hoje é cofundadora do Dazideia, comunidade catalisadora de inovação que conecta pessoas e ideias.
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