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Defina o propósito do seu pitch e desperte interesse da sua audiência

Diversas pessoas têm muita facilidade em contar histórias, mas quando o assunto é falar sobre seu próprio negócio, acabam não conseguindo explicar de maneira sucinta. Se você é da área de tecnologia e inovação sabe bem disso. Quem nunca perguntou sobre a empresa do outro e escutou: “Ah, então, é meio complicado de explicar!”? Se você fala isso sobre seu negócio, pare já! Aprenda a apresentar sua solução de maneira clara e objetiva, tão clara que até sua vó entenderá e saberá falar para os amigos.

Esse discurso claro e objetivo é o chamado pitch, e todo empreendedor deve ter o pitch da sua empresa na ponta da língua. Sabe aqueles eventos de networking que você se depara com a oportunidade de falar sobre sua iniciativa para uma pessoa importante? Se você já passou pela dificuldade de explicar em poucas palavras seu negócio e acabou não transmitindo a essência da solução, nem mesmo despertou interesse de um possível prospect, é porque ainda não trabalhou bem a história do seu negócio. Nesse post, vamos mostrar algumas dicas de como contar sua história e chamar a atenção da sua audiência desde as primeiras palavras.

 

 

Apresente seu negócio com propósito

 

Existem diversos tipos de pitch, você pode entender mais sobre a diferença deles e suas variações neste post. É importante adaptar seu discurso de acordo com o objetivo da sua fala. Por isso, antes de começar a desenhar seu pitch e as informações do seu negócio, tenha claro qual seu propósito com essa fala. Algumas perguntas ajudam a elucidar essa parte:

  • Você quer tornar sua solução conhecida?
  • Você quer validar um novo negócio?
  • Você quer encontrar parceiros, clientes, usuários ou investidor?

Ao se questionar sobre o seu propósito, fica mais fácil pensar em um discurso que seja focado para alcançar esse objetivo. Além disso, é essencial que você tenha em mente também o que você espera da audiência ao final do seu pitch. Ninguém faz uma apresentação para alguém por nada, não é mesmo? Sempre esperamos algum tipo de reação daqueles que nos ouvem, nem que seja um feedback sobre a apresentação em si. Os Encontros Dazideia, por exemplo, apoiam até mesmo aqueles que buscam treinar seus pitches e receber esses feedbacks sobre a apresentação. Por isso, pense: o que você espera da sua audiência?

  • Que entre em contato com você?
  • Que teste seu produto ou serviço?
  • Que se conecte com a empresa através do seu site, newsletter ou rede social?

Respondeu essas perguntinhas? Agora você está pronto para começar a pensar na história que vai contar, de maneira a conectar com sua audiência, pois você já sabe o que quer com seu pitch e o que espera daqueles que lhe ouvem.

 

 

Como começar a contar minha história?

 

Um dos momentos mais importantes do pitch é o começo da sua fala, quando você vai chamar a atenção da sua audiência, para que continue escutando o que tem a dizer, e também vai se conectar, de alguma forma, até mesmo emocionalmente. É aquele momento que você fisga os espectadores, seja com dados impactantes ou uma história interessante. Elencamos algumas formas de fazer isso e você pode escolher aquela que melhor se encaixa com seu negócio e seu objetivo:

Apresente dados importantes do seu mercado: uma boa forma de mostrar a relevância da sua solução é mostrar que seu mercado é relevante, que tem muito a ser explorado. Uma dica aqui é evitar usar números muito grandes. Em vez disso, prefira frações menores. Por exemplo: ao invés de falar que “5,6 milhões de crianças e adolescentes foram tratadas de forma ofensiva na internet, o chamado cyberbullying“, prefira “de cada quatro crianças e adolescentes, um foi tratado de forma ofensiva na internet, o chamado cyberbullying“. Assim, facilita que a sua audiência memorize esse dado importante e ajuda a aproximar mais com o espectador.

Mostre um problema ou luta pessoal: se preferir contar uma história, essa é uma forma bem interessante de fazer isso. Mas cuidado, é importante que seja algo verdadeiro e que você demonstre emoção ao falar, pois assim realmente impacta quem está assistindo e ajuda a conectar emocionalmente com as pessoas. Você pode falar do problema pessoal que sofria até encontrar a solução XYZ, por exemplo.

Conte o problema ou luta pessoal de um personagem: caso a solução que você apresenta não resolva um problema seu propriamente dito, é possível criar um personagem que represente essa história, ou seja, o seu usuário. Essa é uma maneira fácil de trabalhar o pitch, pois em todos os momentos você pode resgatar seu personagem para exemplificar o que esteja apresentando, e isso também facilita para mostrar quem é seu público alvo.

Idealize um futuro desejável:imagine você acordando todos os dias tranquilamente, tomando café com seus filhos, depois entrando no seu carro auto-dirigido e chegando ao trabalho sem filas, sempre pontualmente com todos os e-mails em dia, pois você pôde ler durante a viagem.” Incrível, não é mesmo? “Alguém aí tem uma solução para que esse cenário aconteça, por favor?”. Essa deve ser a reação de muitos da sua audiência, se você começar projetando um futuro que seu cliente final tanto deseja e sua solução pode proporcionar.

 

Agora que você já tem seus objetivos definidos, com propósito e o que você espera da audiência claros, que tal desenhar a história do seu negócio seguindo as dicas acima? Garantimos que você terá um pitch mais alinhado com a sua solução e estará preparado para falar sobre o assunto em qualquer oportunidade. Lembre-se de alinhar o discurso com seu time para que todos saibam falar de maneira clara e objetivo sobre a empresa que trabalham. Confira aqui tudo que você precisa saber para elaborar seu pitch e mãos à obra!

By | 2018-07-22T22:10:40+00:00 julho 22nd, 2018|Blog, Propulsor, Sem categoria|0 Comentários

Sobre o Autor:

Empreendedora, especialista em gestão de processos e pessoas, com certificação em design thinking. Apaixonada por inovação, tem atuação em desenvolvimento de projetos inovadores, marketing, inteligência de mercado e gestão de verticais de negócios de base tecnológica. Hoje é cofundadora do Dazideia, comunidade propulsora de inovação que conecta pessoas e ideias pelo Brasil!

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