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Como ser inovador com 3 novos hábitos

Imagine se você fosse um investidor, abordado diversas vezes por pessoas buscando dinheiro para seu projeto ou startup. Certo dia, um aluno seu solicita uma reunião para apresentar um projeto que ele e mais 3 colegas estão desenvolvendo. Os quatro amigos pretendem revolucionar um mercado específico através da venda online. Você começa a avaliar as chances do negócio dar certo, o mercado, os próprios sócios da possível empresa e, considerando todo o contexto daquele momento, decide por não investir.

O negócio dos quatro estudantes, que um dia antes do lançamento da plataforma de venda online não tinha nem mesmo um site minimamente funcional, deu certo e é considerado uma das organizações mais inovadoras, hoje valendo bilhões de dólares. Agora, você como investidor está extremamente arrependido por não ter investido no negócio, não é mesmo?

Pois bem, essa é uma história real e aconteceu com Adam Grant e os sócios da empresa Warby Parker, que vende óculos de grau onlineAutor do livro Originals, psicólogo e professor, Grant vêm estudando por alguns anos os hábitos de pessoas que ele caracteriza como “originais”. São aqueles inquietos, que não só tem ideias como agem de maneira diferente para que essas ideias virem negócios. São pessoas que estão mudando o mundo. Na obra, Grant considera que originalidade é trilhar caminhos menos percorridos, defender novas ideias que vão contra o status quo e que, no fim, tornam as coisas melhores. Entenda alguns hábitos comuns dos “originais” e como você também pode ser um.

 

Procrastine

 

Um dos motivos de Grant não ter investido nos jovens da Warby Parker foi pela demora deles em levar as atividades adiante. Mas o que ele não esperava era que estudos apontassem que muitos “originais” tivessem as melhores ideias justamente quando estão procrastinando. Você deve estar pensando ‘Quê? Como assim? Isso vai contra o que aprendemos para sermos mais produtivos. Empreendedores não podem ficar procrastinando, precisam fazer e acontecer.’

De fato, procrastinar é um perigo quando o assunto é produtividade, mas quando a criatividade entra em pauta, pode ser um grande aliado. Um famoso exemplo de procrastinador genial foi Leonardo Da Vinci que trabalhou durante 16 anos na obra Monalisa. Estudiosos acreditam que foi justamente o tempo distraído da obra, estudando diversas técnicas, que foi vital para originalidade da mesma.

O que justifica é que quando temos uma atividade importante e pouco tempo para resolver, acabamos não dando um período suficiente para nosso cérebro processar e ativar seu lado criativo. Por outro lado, se temos um problema a resolver e podemos procrastinar, nosso cérebro começa a incubar o problema e ideias vão surgindo e sendo trabalhadas naturalmente. Ou seja, processamos a problemática com tempo e associamos com ideias, vivências e tudo que nos cerca. Por isso, “originais” tendem a começar suas atividades rápido, mas demoram para terminá-las.

Outro ponto é que procrastinar nos permite improvisar. Quando planejamos muito e temos tudo pronto e organizado, tendemos a seguir o script e pronto! Isso acaba fechando algumas portas da criatividade e do improviso, que pode gerar resultados bem diferentes daquele planejado.

 

Seja melhor e diferente

 

Novamente voltamos para o caso dos empreendedores da Warby Parker. Embora algumas empresas já estivessem entrando no mercado primeiro que eles, os amigos preferiram passar mais tempo entendendo como tornar a experiência de compra de óculos de grau pela internet algo simples. Ou seja, tinham um olhar centrado no ser humano, no usuário. Ao invés de correr para lançar primeiro, eles entraram no mercado com uma solução melhor e diferente.

Outros exemplos consideráveis nessa perspectiva são Facebook e Google. Ambos já tinham concorrentes quando entraram no mercado, mas suas propostas eram diferentes e consideravelmente melhores, o que os fez ganhar milhões de usuários em pouco tempo.

 

Teste muitas ideias, mesmo que sejam ruins

 

O psicólogo também comenta que a falta de certezas sobre o negócio foi um dos pontos que o fez declinar o investimento na Warby Parker. Os estudantes tinham ainda muitas dúvidas sobre como seria a empresa, o mercado e tudo que o cercava. Porém, o autor identificou depois nos seus estudos que os “originais” são como todos as outras pessoas, ou seja, também têm suas dúvidas e medos.

Mas existe uma diferença importante que ele chama de self-doubt e idea-doubt ( insegurança ou dúvida sobre a ideia em si). A insegurança paralisa as pessoa, não permite ir adiante. Já a idea-doubt instiga o empreendedor a ir adiante, testar, investigar. Por isso, identificar que tipo de dúvida está por trás é importante para entender se é algo construtivo ou que vai acabar estacionando o negócio.

Ainda, o autor afirma que os “originais” têm mais medo de não tentar do que de errar. Eles preferem falir uma empresa do que nem começar um novo negócio. Além disso, originalidade exige a geração de muitas ideias, sejam elas boas ou ruins, e coragem para testá-las, sem medo de errar. Por isso, a insegurança pode ser uma vilã no meio do caminho.

Note que os “originais”, conforme apontam os estudos, são pessoas normais. Procrastinam. Têm medos, dúvidas, ideias ruins. Por isso, não tenha medo de falar suas ideias, testá-las e eventualmente falhar. Aproveite para fazer o pitch da sua ideia no Dazideia Meetup mais próximo. Quem sabe você esteja testando uma nova grande solução que vai melhorar o mundo que vivemos?!

By | 2019-04-11T17:50:07+00:00 abril 4th, 2019|Blog, Catalyst|1 Comentário

Sobre o Autor:

Empreendedora, especialista em gestão de processos e pessoas, com certificação em design thinking. Apaixonada por inovação, tem atuação em desenvolvimento de projetos inovadores, marketing, inteligência de mercado e gestão de verticais de negócios de base tecnológica. Hoje é cofundadora do Dazideia, comunidade catalisadora de inovação que conecta pessoas e ideias.
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