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Como as inovações estão desenhando nosso futuro

Já parou para pensar que as novas tecnologias estão desenhando o futuro não só da nossa geração mas das próximas também? As inovações são extremamente necessárias, precisamos evoluir, mas também colocam à prova algumas questões importantes, como ética, desigualdade social e até mesmo a democracia. Inteligência artificial, análise de dados, predições são algumas das tendências em fase de evolução.

Atualmente, com tantas inovações e formas de manipulação via redes sociais, por exemplo, será que ainda existe democracia? Essa foi uma das reflexões apresentadas na exposição “The Future Starts Here”,  tradução livre “o futuro começa aqui”, disponível em Londres. Neste blog post vamos refletir sobre a forma como vivemos hoje e como as inovações vêm influenciando nossos relacionamentos, o que consumimos e muito mais.

 

 

Estamos todos conectados, mas ainda nos sentimos sozinhos?

Todos devem ter aquele amigo ou parente que não larga o celular, vive nas redes sociais em conversas paralelas pelos aplicativos e esquece de conversar ou mesmo olhar as pessoas que estão ao seu redor. Mas pode ser que para ele, uma casa inteligente, com habilidade para entender seus gostos, rotina e agir por ele mesmo, deixando o ambiente sempre confortável de acordo com seus desejos, seja suficiente. Talvez ele se sinta bem dentro dessa casa e “conectado” com as pessoas através de conversas via redes sociais.

Esse contexto pode ser realidade em breve. O ponto de reflexão é que o uso excessivo das tecnologias acaba afastando muitos do convívio com pessoas, ao vivo e a cores. Somos seres sociais e precisamos de cuidados reais, conversas olho no olho e uma vida mais “humana”, embora muitos já se consideram extremamente conectados somente nas suas redes sociais e aplicativos de conversa.

Será que as tecnologias que visam conectar e trazer bem estar, não estão, na verdade, nos deixando cada vez mais sozinhos?! Como isso está e ainda vai impactar nossas relações? Vale lembrar que são vários os problemas de saúde já causados pelo uso demasiado de tecnologias. Deve haver um equilíbrio.

 

A democracia ainda existe?

Voltemos ao caso da democracia. Reflita um pouco sobre uma situação recente vivida no Brasil: as eleições. É possível que nosso voto tenha sido manipulado de alguma forma pela internet. Durante todo o período eleitoral, aquilo que consumimos nas suas redes sociais, ou no nosso ciclo de amizades, pode ter sido direcionado propositadamente para induzir a nossa escolha em um candidato ou outro. Ainda mais provável que aquele amigo viciado no celular seja ainda mais impactado nesse contexto.

Esse “fenômeno”, que impacta diretamente a democracia de diversos países, se dá através de ferramentas que fazem análises comportamentais na internet a partir daquilo que usuários consomem, curtem e compartilham. Sim, existem tecnologias para isso e um case muito famoso é do atual presidente norte-americano Donald Trump, que comprovadamente utilizou soluções da empresa Cambridge Analytica para se eleger, fato inesperado no país que pegou de surpresa muitos eleitores. Como consequência, até mesmo o Facebook encontra-se sob investigações.

Nesse caso, você acha que a tecnologia foi usada para o bem coletivo ou não? Agora imagine o impacto dessas ações não só dentro do país, mas globalmente. É muito provável que outros candidatos já estejam utilizando a mesma estratégia e isso talvez mude radicalmente os processos democráticos dentro de vários países.

 

Podemos reverter os danos causados ao nosso planeta?

Diversas inovações e avanços tecnológicos contribuíram para o momento geológico que a Terra se encontra. São anos queimando combustíveis fósseis, poluindo o ar e oceanos, além da exploração animal e vegetal, que acabou extinguindo várias espécies. Reconhecer tudo isso já é um grande começo, principalmente se começarmos a pensar o que podemos fazer para reverter a situação. Será que é possível?

Existem estudos de cientistas e designers que visam criar soluções para limpar oceanos, criar energias limpas e, quem sabe, reparar os danos causados no planeta. Mas será que essas tentativas vão de fato devolver o planeta ao que era antes? Ou essas novas soluções irão repetir os erros já cometidos? Um passo importante nesse processo é pensar se a solução criada está realmente visando o bem do planeta ou é mais uma tentativa de entrar na “onda da inovação”.

Ainda nesse assunto, também existem estudiosos que avaliam a possibilidade de colonizar outros planetas. Alguns acreditam ser uma ótima alternativa caso  alguma catástrofe aconteça na Terra e os seres humanos precisem de outro planeta para habitar. Por outro lado, existem pessoas que veem nas viagens espaciais uma oportunidade para investigar o clima, níveis do oceano, a poluição da camada de ozônio, entre outros fatores que poderiam ajudar a melhorar o entendimento sobre o planeta Terra e tudo que o cerca. Uma atitude interessante para avanços tecnológicos significativos relacionados ao “bem-estar” do planeta.

 

 

Como será o nosso futuro como seres humanos?

Além de investigações para garantir vida longa à Terra, já percebeu que cada vez mais temos expectativas de vida ainda maiores? Avanços da biotecnologia e inteligência artificial prometem alongar ainda mais a vida dos seres humanos. A ideia de reviver depois da morte e fazer upload das informações do cérebro humano costumava fazer parte apenas de filmes de ficção, mas já existem estudos sobre o assunto em andamento.

Esse assunto já gera muita polêmica, visto que envolve questões éticas e financeiras importantes. Um exemplo disso é o projeto de um bracelete de alerta para “extensão da vida” que já existe desde 2014. A empresa, Alcor Life Extension Foundation, vende o serviço de congelamento do corpo após o falecimento, que ficará congelado e guardado até que a tecnologia para reviver esse corpo seja desenvolvida. Loucura? Cerca de 2.000 pessoas em todo o mundo já estão congeladas aguardando o sucesso do projeto. Além disso, diversos estudos sobre Inteligência Artificial apontam que haverá no futuro uma “explosão de inteligência” no qual máquinas ganharão autonomia e poderão se tornar uma nova espécie.

Se tudo isso irá ou não acontecer, o fato é que quem trabalha com inovação, ou pretende desenvolver um negócio inovador, deve estar atento aos impactos futuros que essa solução irá gerar. Pois vale sempre lembrar: estamos ajudando a construir o futuro de todos!

By | 2018-12-06T09:38:36+00:00 dezembro 6th, 2018|Blog, Catalyst|0 Comentários

Sobre o Autor:

Empreendedora, especialista em gestão de processos e pessoas, com certificação em design thinking. Apaixonada por inovação, tem atuação em desenvolvimento de projetos inovadores, marketing, inteligência de mercado e gestão de verticais de negócios de base tecnológica. Hoje é cofundadora do Dazideia, comunidade catalisadora de inovação que conecta pessoas e ideias.
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