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Será que a minha empresa é realmente inovadora?

Por: Camila Ferreira

Atualmente, com o boom da tecnologia, é muito comum escutarmos que uma organização é inovadora. É produto inovador pra cá, negócio disruptivo pra lá. Mas até que ponto algo é realmente inovador?

Para inovar é preciso ter uma mentalidade aberta ao novo, explorar caminhos e perspectivas diferentes, desejar impactar, de fato, a vida das pessoas de maneira duradoura.

O autor Tennyson Pinheiro acredita que “…empresas que desejam se manter inovando não devem focar em perseguir o esfumaçado termo inovação, mas sim buscar relevância pela criação de uma cultura de empatia, cocriação e constante experimentação.”
Ou seja, uma melhoria pontual não é necessariamente inovação, que também não está relacionada diretamente a tecnologia. Inovação é valor percebido. O livro Lean Startup contempla os seguintes tipos: descobertas científicas originais; novo uso para uma tecnologia existente; adequação de um produto ou serviço para atender um mercado diferente; e criação de um novo modelo de negócios.
Dentro das organizações, algumas características apoiam esse movimento inovador, tais como a descentralização, incentivo para que ocorra de baixo para cima, o que requer líderes que criem condições favoráveis para que ocorra dessa forma. Além disso, é imprevisível, porém administrável, sendo apoiado por diversas ferramentas hoje existentes para o estímulo da inovação.

De acordo com uma pesquisa realizada pela IDEO com diversos de seus clientes, o mais importante é que as empresas tenham a habilidade de se adaptar e responder a mudanças. Para isso, 6 elementos, quando equilibrados, ajudam as organizações a serem adaptativas e inovadoras. São eles:

Propósito: deve haver um alinhamento entre lideranças e colaboradores sobre o propósito e impacto que querem gerar no mundo. Para que isso aconteça, é importante que os objetivos sejam muito claros entre todos, de maneira que inspire os colaboradores a fazer parte do time e querer fazer a diferença.

Experimentação: elemento hoje essencial para inovação, é a capacidade de explorar novas ideias de maneira rápida e barata. A organização deve ter uma estrutura que permita pouca ou nenhuma burocracia para que o processo ocorra, podendo ser testadas novas ideias com atuais clientes ou usuários. Isso ajuda a tornar a cultura do compartilhamento de ideias e insights comum dentro das empresas, além de haver uma relação mais saudável com falhas, que são comuns nesses processos e, muitas vezes, acabam ajudando a encontrar outras oportunidades.

Colaboração: o trabalho em equipe nas organizações inovadoras deve ir além da colaboração entre pessoas do mesmo time ou departamento. É importante que processos para geração de novas ideias sejam trabalhados com equipes multidisciplinares, o que enriquece e traz maior diversidade de pontos de vista. Os líderes devem sempre estar atentos para que todos sejam escutados e respeitem as opiniões dos demais.

Empoderamento: a organização deve demonstrar aos seus colaboradores um caminho claro que oportunize mudanças por toda empresa, reduzindo restrições desnecessárias. Quando o funcionário entende o significado da sua função dentro da organização, tem autonomia e confiança no processo de mudança que pode fazer, as novas ideias surgem espontaneamente. Claro, sem esquecer suas responsabilidades.

Exploração: é necessário que a organização esteja sempre obtendo insights e inspirações no mercado, o que ajuda a ter muito claro para todos quem são seus clientes, o que está acontecendo no seu mercado e quais são as principais tendências. Essa constante atualização apoia a identificação de oportunidades de atuação da empresa.

Refinamento: é quando a organização consegue executar novas ideias com sucesso, ou seja, tem estratégia, produto e desenho das suas funções dentro da empresa bem alinhados. Geralmente são organizações que trabalham muito bem a resolução de problemas, chegando a soluções bem elaboradas, com bom design e usabilidade.

Portanto, vale avaliar esses pontos antes de caracterizar algo como inovador. Além disso, explore novas maneiras de criar algo sustentável, resiliente e que tenha um valor duradouro. E não tenha medo de falhar!

Camila Ferreira é cofundadora do Dazideia, apaixonada por inovação, busca sempre novos desafios para evolução pessoal e profissional. Hoje, aplica o processo de Design Thinking em projetos na OutNow para apoiar a concepção de ideias e soluções inovadoras, trazendo melhores resultados e minimizando falhas.