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Será que a minha empresa é realmente inovadora?

Atualmente, com o boom da tecnologia, é muito comum escutarmos que uma organização é inovadora. É produto inovador pra cá, negócio disruptivo pra lá. Mas até que ponto algo é realmente inovador?

Para inovar é preciso ter uma mentalidade aberta ao novo, explorar caminhos e perspectivas diferentes, desejar impactar, de fato, a vida das pessoas de maneira duradoura.

O autor Tennyson Pinheiro acredita que “…empresas que desejam se manter inovando não devem focar em perseguir o esfumaçado termo inovação, mas sim buscar relevância pela criação de uma cultura de empatia, cocriação e constante experimentação.”
Ou seja, uma melhoria pontual não é necessariamente inovação, que também não está relacionada diretamente a tecnologia. Inovação é valor percebido. O livro Lean Startup contempla os seguintes tipos: descobertas científicas originais; novo uso para uma tecnologia existente; adequação de um produto ou serviço para atender um mercado diferente; e criação de um novo modelo de negócios.
Dentro das organizações, algumas características apoiam esse movimento inovador, tais como a descentralização, incentivo para que ocorra de baixo para cima, o que requer líderes que criem condições favoráveis para que ocorra dessa forma. Além disso, é imprevisível, porém administrável, sendo apoiado por diversas ferramentas hoje existentes para o estímulo da inovação.

De acordo com uma pesquisa realizada pela IDEO com diversos de seus clientes, o mais importante é que as empresas tenham a habilidade de se adaptar e responder a mudanças. Para isso, 6 elementos, quando equilibrados, ajudam as organizações a serem adaptativas e inovadoras. São eles:

– Propósito: deve haver um alinhamento entre lideranças e colaboradores sobre o propósito e impacto que querem gerar no mundo. Para que isso aconteça, é importante que os objetivos sejam muito claros entre todos, de maneira que inspire os colaboradores a fazer parte do time e querer fazer a diferença.

– Experimentação: elemento hoje essencial para inovação, é a capacidade de explorar novas ideias de maneira rápida e barata. A organização deve ter uma estrutura que permita pouca ou nenhuma burocracia para que o processo ocorra, podendo ser testadas novas ideias com atuais clientes ou usuários. Isso ajuda a tornar a cultura do compartilhamento de ideias e insights comum dentro das empresas, além de haver uma relação mais saudável com falhas, que são comuns nesses processos e, muitas vezes, acabam ajudando a encontrar outras oportunidades.

– Colaboração: o trabalho em equipe nas organizações inovadoras deve ir além da colaboração entre pessoas do mesmo time ou departamento. É importante que processos para geração de novas ideias sejam trabalhados com equipes multidisciplinares, o que enriquece e traz maior diversidade de pontos de vista. Os líderes devem sempre estar atentos para que todos sejam escutados e respeitem as opiniões dos demais.

– Empoderamento: a organização deve demonstrar aos seus colaboradores um caminho claro que oportunize mudanças por toda empresa, reduzindo restrições desnecessárias. Quando o funcionário entende o significado da sua função dentro da organização, tem autonomia e confiança no processo de mudança que pode fazer, as novas ideias surgem espontaneamente. Claro, sem esquecer suas responsabilidades.

– Exploração: é necessário que a organização esteja sempre obtendo insights e inspirações no mercado, o que ajuda a ter muito claro para todos quem são seus clientes, o que está acontecendo no seu mercado e quais são as principais tendências. Essa constante atualização apoia a identificação de oportunidades de atuação da empresa.

– Refinamento: é quando a organização consegue executar novas ideias com sucesso, ou seja, tem estratégia, produto e desenho das suas funções dentro da empresa bem alinhados. Geralmente são organizações que trabalham muito bem a resolução de problemas, chegando a soluções bem elaboradas, com bom design e usabilidade.

Portanto, vale avaliar esses pontos antes de caracterizar algo como inovador. Além disso, explore novas maneiras de criar algo sustentável, resiliente e que tenha um valor duradouro. E não tenha medo de falhar!

By | 2017-10-22T16:44:02+00:00 julho 3rd, 2017|Blog, Propulsor|0 Comentários

Sobre o Autor:

Apaixonada por inovação, busco sempre novos desafios para evolução pessoal e profissional. Convivo há cerca de 5 anos em ambientes que instigam a constante inovação, com atuação em inteligência de mercado e gestão de verticais de negócios tecnológicos, pude entender um pouco do ecossistema de diversos segmentos. Especialista em gestão de pessoas, adoro trabalhar em equipe colaborativamente. Cofundadora do Dazideia, encontro que conecta pessoas e ideias, oportunizando o compartilhamento de projetos inovadores.

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