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A nova era de negócios voltados aos clientes

 

Por: Camila Ferreira

Quando o assunto é startup, é comum escutarmos histórias de negócios que foram desenvolvidos durante meses, ou até mesmo anos, e, depois desse período, ao ter seu primeiro contato com os clientes, simplesmente não conseguem se sustentar e acabam fracassando. A falha está na falta de contato com possíveis clientes desde o começo da ideia e a demora para entrada no mercado.

Uma metodologia que ajuda a minimizar esses casos de fracasso e levar com agilidade cada vez mais inovações que são, de fato, desejáveis ao mercado é Lean Startup, bem explicada no livro de Eric Ries chamado Startup Enxuta. Trata-se de uma maneira enxuta, como é bem chamado o método, para desenvolvimento e gerenciamento do negócio, que aborda todos os aspectos, desde estrutura organizacional até parcerias e vendas.

Ao seguir o modelo Lean Startup, o empreendedor aprende a gerir sua startup em um ciclo contínuo de aprendizado, não sendo necessário projetar planos de negócios extensos e complexos. O importante é que tenha uma estratégia com modelo de negócio e plano de produto delineados, e um bom entendimento do mercado que atuará, tanto dos concorrentes e possíveis parcerias, quanto dos futuros clientes.

Para entender melhor o modelo, é importante passar pelos cinco princípios que o regem:

Empreendedores estão por toda parte

Como menciona o autor, não é preciso estar em uma garagem para ser uma startup. O mesmo define startup como “uma instituição humana projetada para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza.

Empreender é administrar

Por estarem inseridas nesse contexto de extrema incerteza, as startups demandam um novo modelo de gestão que seja adaptado ao seu modo de operação. É importante também lembrar que as startups não são meramente produtos e, sim, organizações que precisam ser bem administradas.

Aprendizado validado

Ao seguirem um modelo enxuto de gestão e desenvolvimento, as startups podem obter aprendizado contínuo por meio de experimentos, o que permite a construção de um negócio sustentável. Os empreendedores precisam ter contato constante com possíveis clientes para entendê-los e validar suas hipóteses.

Construir-medir-aprender

Os processos da instituição devem ser orientados por esse loop, que se repete continuamente. Conforme menciona Ries: “A atividade fundamental de uma startup é transformar ideias em produtos, medir como os clientes reagem, e, então, aprender se é o caso de pivotar ou perseverar.

Ou seja, é preciso organizar processos e metodologias para o desenvolvimento do produto ou serviço, não basta se preocupar apenas em gastar menos e falhar rápido.

Contabilidade para inovação

Para Ries, as startups demandam um novo modelo de contabilidade, que permita demonstrar objetivamente que estão aprendendo e desenvolvendo um negócio sustentável. Para isso, é importante que a contabilidade possa medir o progresso, estabelecer marcos e priorizar o trabalho.

Portanto, o empreendedor deve entender que a sua ideia é apenas uma hipótese a ser validada com futuros clientes. Quanto mais rápido a hipótese seja testada no mercado, de uma maneira mais econômica, é possível obter aprendizado e melhoria contínuos.

Por isso, o modelo Lean Startup apoia o desenvolvimento de negócios mais sustentáveis e ajuda a gerar produtos ou serviços que realmente façam a diferença.

Camila Ferreira é co-idealizadora do Dazideia, apaixonada por inovação, busca sempre novos desafios para evolução pessoal e profissional. Hoje, aplica o processo de Design Thinking em projetos na OutNow para apoiar a concepção de ideias e soluções inovadoras, trazendo melhores resultados e minimizando falhas.